Nesta semana no Vanguardia Podcast entrevistamos a DJ Aninha, uma das mais importantes artistas da cena eletrônica no sul do país. Aninha, mantém sua residência no Warung e nos conta nesta exclusiva com entrou na cena eletrônica, além de falar sobre suas produções e a cena coritibana.
Aninha@Lions Vanguardiapodcast02 by Vanguardiapodcast
Eletrocena - Vamos voltar um pouco ao começo de sua carreira. Como surgiu a ideia de trabalhar como promoter de festas eletrônica e como se deu essa transição para DJ?
Aninha - Eu comecei a trabalhar em clubs em 99. Mas não era promoter, trabalhava na divulgação apenas. O primeiro foi um club pequeno de Porto Belo e em seguida, coordenei a divulgação do Café Pinhão (club e espaço de shows muito conhecido na época no sul, também na mesma cidade). Lá por 2001 as raves em SC começaram a aparecer de uma maneira discreta e eu as frequentava. A partir daí, surgiu o meu interesse por mixagem e resolvi aprender. Em 2002 comecei a tocar como profissional e não parei.
Eletrocena - Como anda a cena hoje no Paraná e você ainda pretende reatar seu projeto aos domingo?
Aninha - A cena deu uma enfraquecida. Mas isso é algo natural desse processo do cenário pop, da banalização figura do DJ e dos modismos brasileiros. Muita coisa mudou obviamente. Umas para pior, outras para melhor. Enquanto antes todos os clubs disputavam o público de música eletrônica com atrações nacionais e internacionais honestas, hoje você tem como concorrente alguma dupla sertaneja, um rebolation da vida e etc. Bem, mas isso é o Brasil e não tende a mudar. Além do mais sempre tem espaço para aqueles que fazem um trabalho sério. Sobre o Lick My Sunday, eu estou conversando com o meu sócio a respeito das datas e da nossa logística quanto as outras festas. Estava meio cansada por cumprir a minha agenda e ter que voltar para Curitiba para fazer nosso projetinho. Pretendemos voltar, mas eu tocarei apenas 1 vez por mês (como convidada) e ele ficará responsável por tudo, já que o Robótika (meu projeto mensal, no club Vibe, voltará e darei mais ênfase a ele).
Eletrocena - E as gigs internacionais, conte pra nós alguns momentos importantes para sua carreira?
Aninha - Estou planejando uma nova viagem, mas não posso divulgar as datas ainda (por questões profissionais). É um aprendizado e um prazer tocar fora de suas origens. O continente que mais me encanta é o europeu, por ser tão a frente e tão ligado a e-music. Minhas melhores gigs foram na Alemanha e Espanha. Pretendo voltar em breve e matar as saudades da vida noturna e cultura intensas.
Eletrocena - E o processo de produção, você pretende lançar mais músicas suas?
Aninha - Sim. Tenho uma track que está será lançada pela Synk (Rodrigo Carreira - Curitiba), outra por um selo italiano e acabei de passar um funky house para o novo selo da 3Plus. Gosto de produzir quando estou inspirada. Geralmente faço tracks para warm ups, nada muito com cara de hit, já que sou mais discreta nas produções e não gosto de sobrecarrega-las com efeitos e arranjos.
Eletrocena - No RS, vc tem tocado bastante na Beehive, um dos clubs mais conceitos e completos do estado. Sei que vc é sempre aguardada por lá, o que tem a dizer sobre o club e o público?
Aninha - A Beehive é meu cantinho predileto no RS!!! Me sinto em casa, rodeada de amigos e sempre muito ansiosa para mostrar coisas novas para a pista (que é linda). Tenho um carinho especial pelo club e morro de saudades quando demoro a voltar. (o Juan sabe disso! Risos).
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